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Menu Histórico Informes Históricos e Notas Período 1976 - 1993

A visão de futuro, empresarial e urbanística, de Joaquim Eugênio de Lima possibilitou à Avenida Paulista suportar, nas duas últimas décadas, radicais processos de transformação, embora o adensamento urbano e as decorrentes solicitações de transporte tivessem alterado suas relações orgânicas com a cidade.
A Paulista continua sendo importante centro das atenções políticas, econômicas e culturais da cidade, por onde circulam mais de um milhão de pessoas e mais de cem mil veículos por dia. Cinemas, museus, centros culturais, bancos, empresas nacionais e internacionais, edifícios de alta tecnologia e as sofisticadas estações do ramal metroviário traduzem sua função de referencial de metrópole primeiro mundista.
Em 1990, a população de São Paulo elegeu a Avenida Paulista "Símbolo da Cidade".

Notas

Torres

As torres do espigão Paulista-Sumaré tornaram-se uma das características de São Paulo. Só na Avenida Paulista existem atualmente 12 torres de transmissão de rádio e TV. O interesse das emissoras pela Paulista deve-se ao fato de ser o ponto mais alto da cidade, de onde se pode atingir toda a Grande São Paulo. Destacam-se as torres da TV Globo/TV Gazeta, sobre o edifício da Fundação Cásper Líbero, inaugurada em 1983, com 110 m de altura, e a TV Jovem Pan UHF, no edifício Senai, com 120 m de altura.

Edifício do Senai

A sede do Departamento Regional do Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, que desde 1942 contribui para a formação de mão-de-obra especializada para a indústria brasileira, localiza-se na Avenida Paulista, 750. O edifício, projeto do Escritório Rino Levi Arquitetos Associados, tem 25 andares, fachada em concreto aparente e heliponto na cobertura.

Fiesp/Ciesp

Na Avenida Paulista, 1.313, localiza-se, desde 1979, o edifício projetado pelo Escritório Rino Levi Arquitetos Associados, sede da Fiesp/Ciesp.
Em abril de 1928 foi fundado o Ciesp - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, primeira associação a congregar as indústrias paulistas. Três anos mais tarde foi fundada a Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, reunindo empresas privadas e sindicatos patronais.

Citicorp/Citibank

O edifício Citicorp/Citibank, com 93 m de altura e 20 andares, foi inaugurado em 1986. O projeto do Escritório Croce, Aflalo e Gasperini destacou-se no perfil da Paulista, em especial pelas cores contrastantes dos materiais utilizados no revestimento da fachada: a pedra granítica rosa e o vidro azul. Ele é um dos marcos arquitetônicos da avenida, caracterizando o pós-modernismo dos anos 80.

Relógio Itaú

Desde 1976 funciona na Avenida Paulista, no alto do Conjunto Nacional, o relógio luminoso Itaú, onde esteve instalado durante 16 anos o relógio da Willys.
Tendo sido reformado em 1992, o atual relógio é constituído por um complexo eletrônico de última geração, controlado por um computador que marca a hora e a temperatura, legíveis a 15 km de distância. Tem 2.400 m2, dividido em três faces, e está apoiado numa estrutura de aço que pesa 230 toneladas.

Incêndio no Edifício da CESP

No início da noite de 21 de maio de 1987, iniciou-se nos edifícios sede 1 e sede 2 da CESP - Companhia Energética de São Paulo um incêndio que rapidamente atingiu dimensões incontroláveis. No momento da catástrofe, estavam no local apenas funcionários da limpeza e manutenção.
No mês seguinte, a empresa Construção, Desmonte e Implosão, do engenheiro Hugo Takahashi, implodiu a estrutura em 4 segundos, com 100 kg de dinamite.

Praça Mal. Cordeiro de Farias

Localizada na antiga ligação da Av. Paulista com a Av. Dr. Arnaldo, a praça, conhecida como Praça dos Arcos, foi inaugurada em dezembro de 1991 durante as comemorações do centenário da Av. Paulista.
No local foi instalada a Escultura dos Arcos de Lilian Amaral e Jorge Bassani, realçada com iluminação especial. Também foi construído um tabuleiro de xadrez de 1,2 mil m2, com peças de fibra de vidro medindo de 50 cm a 1 m de altura, que pode ser usado pela população.

Graffiti

O Complexo Viário Paulista/Rebouças/Dr. Arnaldo foi palco de pichação a partir dos anos 80. Os grafiteiros apropriaram-se deste e de outros espaços urbanos criando uma nova linguagem visual, periférica ao circuito tradicional da arte. O graffiti, embora fosse contestador em sua origem, ganhou status de manifestação artística visual e hoje está presente em museus e galerias.

Mural Volpi

O mural de 320 m2 ocupa a empena do Edifício Walter Junghans, localizado no cruzamento da Consolação com a Paulista. Baseia-se em quadro de autoria do pintor italiano Alfredo Volpi (1896/1988). Intitulado Vela, foi restaurado em setembro de 1991 para as comemorações do centenário da avenida.











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