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A primeira fase da Avenida Paulista é o momento de concretização da vocação de grandeza desse fenômeno urbanístico de São Paulo. Aos poucos ela se transformou em foco de animação da cidade. Os ricos senhores do café e da nascente burguesia comercial, industrial e financeira construíram elegantes casarões, de um ecletismo arquitetônico incomum. Corridas de charrete, de cabriolés e dos primeiros automóveis, os corsos carnavalescos dos anos 20 e 30, a beleza da mata nativa do Parque da Avenida e a folia dos Salões do Belvedere Trianon traduziam a presença marcante da Paulista na história da cidade.

No final do anos 20, seu nome foi alterado para Avenida Carlos de Campos, em homenagem ao ex-presidente do Estado de São Paulo, mas veio a reação da sociedade e, com ela, a volta ao nome já popularmente consagrado.


Foto da Av. Paulista - início do século XX


Notas

Hospital Santa Catarina

Inaugurado em 1906, o primeiro hospital particular da cidade de São Paulo foi obra das irmãs da Congregação Assistencial Santa Catarina. Ao longo dos anos, o hospital sofreu diversas alterações em suas instalações. Nas revoluções de 1924 e 1930, o então Sanatório Santa Catarina transformou-se em asilo de refugiados e operou como banco de sangue. Em 1952, foi inaugurada a primeira torre, com sete andares, e fundada a Escola de Auxiliares de Enfermagem Santa Catarina, hoje Faculdade de Enfermagem Santa Catarina.

Grupo Escolar Rodrigues Alves

A instituição Escolas Reunidas da Avenida Paulista, mais tarde Grupo Escolar Rodrigues Alves, começou a funcionar em 1907, em prédio alugado na esquina da Paulista com a Rua Pamplona.
O atual edifício inaugurado em 1919 é projeto do escritório Ramos de Azevedo, e representa o esforço do primeiro período republicano para ampliar a instrução escolar através da atuação do Estado. Foi tombado em 1985 pelo Condephaat.

Casa das Rosas

A Casa das Rosas foi o último projeto de Ramos de Azevedo, realizado em 1928. Construída em 1935 para sua filha, a casa foi concebida nos padrões do classicismo francês. Dividida em quatro pavimentos, tem 2.845 m2 de área construída num terreno de 5.500 m2.
Nos amplos jardins, também desenhados ao gosto francês, as roseiras consagraram a Casa das Rosas. Tombada pelo Condephaat em 1986, ela é atualmente uma Galeria de Arte vinculada à Secretaria de Estado da Cultura.

Instituto Pasteur

Em 1903, empresários paulistas fundaram o Instituto Pasteur de São Paulo, cuja proposta era incentivar a pesquisa do vírus rábico. Desde o início está instalado no mesmo edifício na Avenida Paulista, 393.
Devido às dificuldades financeiras em 1916, foi doado ao então Serviço Sanitário do Governo do Estado. Atualmente, está subordinado à Secretaria de Estado da Saúde, desenvolvendo pesquisas e coordenando o Programa de Profilaxia da Raiva Humana.

São Silvestre

É o evento esportivo mais tradicional de São Paulo, iniciado em 1924 pelo jornalista Cásper Libero. Do Belvedere Trianon deu-se a largada com 60 atletas percorrendo 8 km até a Associação Atlética São Paulo. O vencedor foi Alfredo Gomes, do Clube Espéria.
A prova se internacionalizou em 1945 e, desde 1975, é realizada também a corrida feminina. Nos últimos anos teve seu percurso alterado diversas vezes e, desde 1989, seu horário foi transferido para tarde do último dia do ano.

Belvedere Trianon

Durante a administração do prefeito Barão de Duprat (1910), foram adquiridos os terrenos do Parque Villon e do Belvedere Trianon - projeto de Ramos de Azevedo inaugurado em 1916 por Washington Luís. O Trianon com seu restaurante e confeitaria converteu-se no ponto de encontro da sociedade paulistana: bailes, homenagens políticas, carnaval e até o manifesto modernista. A partir dos anos 30 foi perdendo importância e lentamente foi sendo abandonado. Em 1951, abrigou o Pavilhão da I Bienal de São Paulo.

Parque Tenente Siqueira Campos

O parque é uma área verde de 48.624 m2 remanescente da Mata Atlântica, no alto do Caaguaçu. Inaugurado em 1892 como Parque Villon, logo se transformou num elegante ponto de encontro paulistano. Nos anos 30, passou a se chamar Parque Tenente Siqueira Campos. As mais significativas intervenções foram as do arquiteto inglês Barry Parker e a de Burle Marx. Possui espécies nativas, diversas esculturas e foi tombado pelo Condephaat em 1982.

Joaquim Eugênio de Lima

Nasceu em Montevidéu, Uruguai, em setembro de 1845. Urbanista e jornalista, diplomou-se em Agronomia na Alemanha e, depois e viajar por vários países da Europa, fixou residência em São Paulo. No início de 1890, idealizou a Avenida Paulista, criando para a cidade uma grande artéria, similar às existentes nas metrópoles européias.
Como jornalista possibilitou, em 1873, a circulação de dois jornais: "Omnibus" e "Cidade de São Paulo". Morreu em junho de 1902.

Residência Joaquim Franco de Mello

Construída em 1905 pelo engenheiro Antonio Fernandes Pinto, a casa constitui-se no único exemplar remanescente da primeira fase residencial da Avenida Paulista. Situada num terreno de 4.720 m2, com grande área verde, a residência tem 35 cômodos e caracteriza-se pelo ecletismo de sua fachada: estilo Luís XV na ornamentação rococó do frontão curvo e nos caixilhos das janelas, mansarda renascentista com telhas francesas e torreão.

Colégio São Luís/Capela São Luís de Gonzaga

O Colégio São Luís de Gonzaga é uma instituição educacional fundada em 12 de maio de 1867, em Itu, por padres jesuítas. Transferiu-se para São Paulo em 1918, logo após a compra do edifício Gymnasio Anglo-Brazilian School, localizado na Avenida Paulista.
A Capela do Colégio, construída na década de 30, tem projeto do arquiteto Luiz Ignácio Romeiro de Anhaia Mello. Em 1960, a capela tornou-se Paróquia São Luís de Gonzaga, aberta ao público.











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